terça-feira, 23 de setembro de 2014

Devido ao problema que está ocorrendo na unidade 3 de Antropologia, na atividade de Contribuições da antropologia para pensar a educação, estou postando aqui os links dos vídeo e os textos que postei na atividade, porém esse primeiro link nem apareceu lá e todos que apareceram não se visualiza no histórico, somente no campo "Mapas".

-Achei interessante este vídeo pois retrata desde o início da cultura e a contribuição da antropologia, fala das desigualdades sociais, da diversidade das relações humanas, da expansão colonial e nós dá uma extensa visão.
https://www.youtube.com/watch?v=-5h0yXan1U8

-Achei muito interessante o vídeo pois tem muito haver com os textos estudados; em uma de suas explicações fala: " Ao estudar a sociedade, o homem,a cultura, nos estamos propondo um encontro entre as ideias do eu, do nós e do outro, compreendendo esse outro como diferente e perguntando até que ponto nós somos capazes de olhar para o diferente e de integra-lo a nossa realidade, ao nosso contexto, ao nosso grupo social. Achei também interessante a abordagem sobre as questões familiares e religiosas queàs vezes atrapalham o professor a trabalhar certos temas.
http://youtu.be/8AVWf6qQCEY


Antropologia


Achei muito interessante esse texto sobre Antropologia pois aborda sua totalidade.
A Antropologia é o estudo do homem como ser biológico, social e cultural. Sendo cada uma destas dimensões por si só muito ampla, o conhecimento antropológico geralmente é organizado em áreas que indicam uma escolha prévia de certos aspectos a serem privilegiados como a “Antropologia Física ou Biológica” (aspectos genéticos e biológicos do homem), “Antropologia Social” (organização social e política, parentesco, instituições sociais), “Antropologia Cultural” (sistemas simbólicos, religião, comportamento) e “Arqueologia” (condições de existência dos grupos humanos desaparecidos). Além disso podemos utilizar termos como Antropologia, Etnologia e Etnografia para distinguir diferentes níveis de análise ou tradições acadêmicas.
Para o antropólogo Claude Lévi-Strauss (1970:377) a etnografia corresponde “aos primeiros  estágios da pesquisa: observação e descrição, trabalho de campo”. A etnologia, com relação à etnografia, seria “um primeiro passo em direção à síntese” e a antropologia “uma segunda e  última etapa da síntese, tomando por base as conclusões da etnografia e da etnologia”. 
Qualquer que seja a definição adotada é possível entender a antropologia como uma forma de conhecimento sobre a diversidade cultural, isto é, a busca de respostas para entendermos o que somos a partir do espelho fornecido pelo “Outro”; uma maneira de se situar na fronteira de vários mundos sociais e culturais, abrindo janelas entre eles, através das quais podemos alargar nossas possibilidades de sentir, agir e refletir sobre o que, afinal de contas, nos torna seres singulares, humanos.
Algumas informações básicas sobre os principais paradigmas e escolas de pensamento  antropológico:

Formação de uma literatura “etnográfica” sobre a diversidade cultural 
PeríodoSéculos XVI-XIX 
Características Relatos de viagens (Cartas, Diários, Relatórios etc.) feitos por missionários, viajantes, comerciantes, exploradores, militares, administradores coloniais etc.
Temas e ConceitosDescrições das terras (Fauna, Flora, Topografia) e dos povos “descobertos” (Hábitos e Crenças).Primeiros relatos sobre a Alteridade
Alguns 
Representantes
e obras de referência
Pero Vaz Caminha (“Carta do Descobrimento do Brasil” - séc. XVI).
Hans Staden (“Duas Viagens ao Brasil” - séc. XVI).
Jean de Léry (“Viagem a Terra do Brasil” - séc. XVI).
Jean Baptiste Debret (“Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil” - séc. XIX).

Escola/Paradigma
Evolucionismo Social
PeríodoSéculo XIX
CaracterísticasSistematização do conhecimento acumulado sobre os “povos primitivos”.Predomínio do trabalho de gabinete
Temas e ConceitosUnidade psíquica do homem.Evolução das sociedades das mais “primitivas” para as mais “civilizadas”.Busca das origens (Perspectiva diacrônica)Estudos de Parentesco /Religião /Organização Social.Substituição conceito de raça pelo de cultura.
Alguns 
Representantes
e obras de referência
Maine (“Ancient Law” - 1861).
Herbert Spencer (“Princípios de Biologia” - 1864).
E. Tylor (“A Cultura Primitiva” - 1871).
L. Morgan (“A Sociedade Antiga” - 1877).
James Frazer (“O Ramo de Ouro” - 1890).

Escola/Paradigma
Escola Sociológica Francesa
PeríodoSéculo XIX
CaracterísticasDefinição dos fenômenos sociais como objetos de investigação socio-antropológica.
Definição das regras do método sociológico.
Temas e ConceitosRepresentações coletivas.Solidariedade orgânica e mecânica. Formas primitivas de classificação (totemismo) e teoria do conhecimento. Busca pelo Fato Social Total (biológico + psicológico + sociológico). A troca e a reciprocidade como fundamento da vida social (dar, receber, retribuir).
Alguns
Representantes
e obras de referência
Émile Durkheim:“Regras do método sociológico”- 1895; “Algumas formas primitivas de classificação” - c/ Marcel Mauss - 1901; “As formas elementares da vida religiosa” - 1912.
Marcel Mauss:“Esboço de uma teoria geral da magia” - c/ Henri Hubert - 1902-1903; “Ensaio sobre a dádiva” - 1923-1924; “Uma categoria do espírito humano: a noção de pessoa, a noção de eu”- 1938).

Escola/Paradigma
Funcionalismo
PeríodoSéculo XX - anos 20
Características Modelo de etnografia clássica (Monografia).Ênfase no trabalho de campo (Observação participante).Sistematização do conhecimento acumulado sobre uma cultura.
Temas e ConceitosCultura como totalidade.Interesse pelas Instituições e suas Funções para a manutenção da totalidade cultural.Ênfase na Sincronia x Diacronia.
Alguns 
Representantes
e obras de referência
Bronislaw Malinowski (“Argonautas do Pacífico Ocidental” -1922).
Radcliffe Brown (“Estrutura e função na sociedade primitiva” - 1952-; e “Sistemas Políticos Africanos de Parentesco e Casamento”, org. c/ Daryll Forde - 1950).
Evans-Pritchard (“Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande” - 1937; “Os Nuer” - 1940).
Raymond Firth (“Nós, os Tikopia” - 1936; “Elementos de organização social - 1951).
Max Glukman (“Ordem e rebelião na África tribal”- 1963).
Victor Turner (“Ruptura e continuidade em uma sociedade africana”-1957; “O processo ritual”- 1969).
Edmund Leach - (“Sistemas políticos da Alta Birmânia” - 1954).

Escola/Paradigma
Culturalismo Norte-Americano
PeríodoSéc. XX - anos 30
CaracterísticasMétodo comparativo. Busca de leis no desenvolvimento das culturas. Relação entre cultura e personalidade.
Temas e ConceitosÊnfase na construção e identificação de padrões culturais (“patterns of culture”) ou estilos de cultura (“ethos”).
Alguns 
Representantes
e obras de referência
Franz Boas (“Os objetivos da etnologia” - 1888; “Raça, Língua e Cultura” - 1940).
Margaret Mead (“Sexo e temperamento em três sociedades primitivas” - 1935).
Ruth Benedict (“Padrões de cultura” - 1934; “O Crisântemo e a espada” - 1946).


Escola/Paradigma
Estruturalismo
PeríodoSéculo XX -  anos 40
CaracterísticasBusca das regras estruturantes das culturas presentes na mente humana. Teoria do parentesco/Lógica do mito/Classificação primitiva. Distinção Natureza x Cultura. 
Temas e ConceitosPrincípios de organização da mente humana: pares de oposição e códigos binários.Reciprocidade
Alguns
Representantes
e obras de referência 
Claude Lévi-Strauss:“As estruturas elementares do parentesco” - 1949.
“Tristes Trópicos”- 1955.
“Pensamento selvagem” - 1962.
“Antropologia estrutural” - 1958
“Antropologia estrutural dois” - 1973
“O cru e o cozido” - 1964
“O homem nu” - 1971

Escola/Paradigma
Antropologia Interpretativa
PeríodoSéculo XX - anos 60
CaracterísticasCultura como hierarquia de significados
Busca da “descrição densa”.
Interpretação x Leis. 
Inspiração Hermenêutica.
Temas e ConceitosInterpretação antropológica: Leitura da leitura que os “nativos” fazem de sua própria cultura.
Alguns
Representantes
e obras de referência
Clifford Geertz:
“A interpretação das culturas” - 1973.
“Saber local” - 1983.

Escola/Paradigma
Antropologia Pós-Moderna ou Crítica
Período e obra Século XX - nos 80
CaracterísticasPreocupação com os recursos retóricos presentes no modelo textual das etnografias clássicas e contemporâneas. Politização da relação observador-observado na pesquisa antropológica. Critica dos paradigmas teóricos e da “autoridade etnográfica” do antropólogo.
Temas e Conceitos Cultura como processo polissêmico.
Etnografia como representação polifônica da polissemia cultural.
Antropologia como experimentação/arte da crítica cultural.
Alguns 
Representantes
e obras de referência 
James Clifford e Georges Marcus (“Writing culture - The poetics and politics of ethnography” - 1986).
George Marcus e Michel Fischer (“Anthropoly as cultural critique” - 1986).
Richard Price (“First time” - 1983).
Michel Taussig (“Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem”- 1987).
James Clifford (“The predicament of culture” - 1988).

Os livros indicados abaixo podem ser úteis para a formação de uma bibliografia básica e introdutória sobre a Antropologia:







CARDOSO, Ruth - A aventura antropológica. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1986.
COLE, Johnnetta B. (org.) - Anthropology for the Eighties. New York, The Free Press, 1982.
COPANS, Jeans - Críticas e políticas da antropologia. Lisboa, Edições 70, 1981.
CORRÊA, Mariza - “A antropologia no Brasil (1960-1980)”. In: MICELI, Sérgio (org.) - “História das ciências sociais no Brasil”, v.2, São Paulo, Sumaré, FAPESP, 1995.
CUNHA, Manuela Carneiro da - Antropologia do Brasil, São Paulo, Brasiliense/ EDUSP, 1986 
DAMATTA, Roberto - Relativizando, Uma introdução à antropologia social. Rio de Janeiro, Rocco, 1991.
HARRIS, Marvin - El desarrollo de la teoria antropológica, Madri, Siglo Veintiuno Editores, 1979.
KUPER, Adam - Antropólogos e antropologia. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1978
LABURTHE-TOLRA, Philippe & WARNIER, Jean-Pierre - Etnologia - Antropologia. Petrópolis, Vozes, 1997.
LAPLANTINE, François - Aprender Antropologia. São Paulo, Brasiliense, 1988
LÉVI-STRAUSS, Claude - Antropologia estrutural. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1970.
OLIVEIRA, Roberto Cardoso de - Sobre o pensamento antropológico Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1988.
ROMNEY, A. Kimball & DeVORE, Paul (orgs.) - You and Others. Cambridge, Winthrop Publishers, 1973
SPERBER, Dan - O saber dos antropólogos. Lisboa, Edições 70, 1992.
STOCKING Jr, George (ed.) - Race, culture and evolution. New York, The Free Press, 1968.
STOCKING Jr, George (ed.) - Observers observed. Essays on ethnographic fieldwork. Madison, University of Wisconsin Press, 1983.
STOCKING Jr, George (ed.) - The ethnographer’s magic. Madison, The University of Wisconsin Press,1992


Luciana de Paula Ferreira.
Polo Frutal MG- Turma 02.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

TRABALHO DA DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA  -  UEMG 

EAD  -  POLO FRUTAL

 

ENTREVISTA COM UMA COORDENADORA PEDAGÓGICA

A maior parte dos alunos é de uma estrutura de classe  baixa, vindas de famílias carentes que na sua maioria precisam da ajuda do governo, com a bolsa família e muitas dessas famílias mantém seus filhos estudando para garantir esse benefício.
A escola conta a ajuda de movimentos sociais como: órgãos filantrópicos e igrejas e promove festividades como as festas juninas, atividades cívicas, envolvendo a participação dos pais nos conselhos de classe escolar com funções consultivas e deliberativas.
 A comunidade contribui com apresentações de danças, pratos culinários e muitas outras coisas que trazem para somar nas festividades. 
No que diz respeito as crenças religiosas, cada qual é respeitado na sua individualidade. Todos na escola tem sua voz e vez, não tendo nenhum tipo de preconceito quanto às diversas diferenças sociais e próprias. 
A enturmação é heterogênea, com as diferentes dimensôes sóciocultural, econômicas, inter-raciais e de gênero, buscando as capacidades múltiplas dos educadores para atender a todos.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Essa atividade nos pede para apontar situações do cotidiano da escola, que já vivemos ou já vimos, Com base nos slides do livro: A vida na escola e a escola da vida e assim eu deixo aqui minhas lembranças e observações:

NINGUÉM ESTÁ CONTENTE COM A ESCOLA: Muitas memórias, pois todos reclamavam de alguma coisa, e sempre ou quase sempre achavam problemas aonde realmente existia e também aonde não havia, reclamavam de tudo, dos professores, do material didático que uns achavam que deixava a desejar e outros que era muito puxado para a idade, reclamavam dos valores cobrados em datas festivas, também valores dos objetos pedidos na lista, enfim reclamações de todas as ordens e na maioria das vezes sem nenhuma solução.    
OS PROFESSORES SE SENTEM CANSADOS E FRUSTADOS: Esta frase é a mais complexa de todas, pois a classe pedagógica, desde a minha infância e até nos dias atuais, é a profissão mais desvalorizada existente, os professores ensinam, educam e formam os alunos, muitos destes, no futuro são os que elaboram ou nada fazem para mudar as leis absurdas e vergonhosas, tirando toda a integridade e vontade de ser professor. Um salário de fome e de total falta de reconhecimento da profissão, o que provoca muitas vezes o total desamino da profissão. Sem falar que naquela época, podia se observar professores maus preparados para a aplicação das matérias necessárias e quando preparados às vezes se viam sem materiais didáticos necessários e ainda com a sensação de solidão em relação à resolução dos problemas.

OS ALUNOS SENTEM QUE A ESCOLA NÃO FOI FEITA PARA ELES: Quando comecei a estudar aconteceu exatamente isso comigo, saí daquela vida de proteção, para um mundo novo, fui curiosa para ver o que me esperava e de cara me vi numa sala de aula cheia de crianças, me senti feliz, até a chegada da professora, uma turca, de cara bem feia e muito séria e brava, nossa, meu mundo caiu, eu tinha pesadelos toda noite, acordava gritando, até que meu pai entendeu que eu realmente não queria ira para a aula porque estava traumatizada, então me retirou da escola e comecei no ano seguinte, com uma professora que parecia uma benção e tudo deu certo.

A ESCOLA É VISTA COMO UMA ESCADA: O estudo é forma mais digna de um futuro melhor, tive e sempre passo esse pensamento para meu filho.

A LEI DIZ QUE A ESCOLA EXISTE PARA TODOS: Sim, diz, hoje até acredito que a maioria tem esse pensamento, mas no passado já conheci famílias que não pensavam assim; lastimável.

SERÁ QUE OS POBRES SÃO MENOS CAPAZES? Acho que muito pelo contrário, ver o sucesso dos outros sempre  impulsiona a querer aprender.

A CULPA DO FRACASSO É DA CRIANÇA?, DA FAMÍLIA?, DA POBREZA?, DAS DESPESAS?, DA PROFESSORA? OU DE COMO A ESCOLA TRATA A CRIANÇA POBRE? Por muitas vezes presenciei a desistência de crianças no decorrer dos estudos, agora posso ver com mais clareza que os motivos na verdade são os mesmo que os de hoje, crianças desajustadas em seus lares, com problemas que não deveriam estar passando naquela fase e isso sempre prejudica seus desempenhos. Sem falar daquelas que enquanto deveriam estar somente estudando, tem que trabalhar para ajudar em casa. E também infelizmente ainda existem maus profissionais, que tratam com diferenças os ricos dos pobres.

A ESCOLA É A MESMA PARA TODOS? Acho que não, na minha época até que era bem balanceado, mas nos dias de hoje é bem grande a diferença, tanto no material didático, como no modo que o mesmo é usado e tanto na qualidade cultural, que infelizmente presenciamos e escutamos falar sobre drogas em escolas, policiais sendo chamados para crianças, um absurdo, por isso tantos pais se desdobram para colocar numa escola particular, na esperança de existir uma diferença, que nem sempre existe.

NINGUÉM SABE PARA QUE SERVEM AS COISAS QUE A ESCOLA ENSINA: Tenho muitas lembranças dessa frase, aprendemos tantas coisas que nunca vamos usar na vida real e ficamos com vontade de entender melhor o que gostaríamos de saber mais.

PARA AS CRIANÇAS DA CLASSE MÉDIA A ESCOLA É UM PROLONGAMENTO DE CASA: É perceptível essa diferença sim, porque uma criança que provém de uma vida com melhor poder aquisitivo, tem uma maior oportunidade de ajuda familiar e também a condição de ter uma ajuda tecnológica mais avançada, mas por outro lado também presenciamos que quando uma criança quer realmente aprender, ela corre atrás, em lan house, bibliotecas e afins.

COMO MUDAR A ESCOLA? A única maneira de mudar a escola é mudando a nós mesmos, tendo maior consciência política e social, abrindo os olhos para os abutres que entram no poder para nos representar e simplesmente representam a eles mesmos. Somente um governo sério e disposto realmente em investir na educação, mostrando que esse é o único caminho para o desenvolvimento de um país e tirando as crianças das ruas, é que vamos mudar a escola e todos que tem o direito a ela.

LUCIANA DE PAULA FERREIRA

Referência:
CECCON,Claudius; OLIVEIRA, Miguel Darcy de; OLIVEIRA, Rosiska Darcy de.
 A vida na escola e a escola da vida, 24ª ed., Instituto de Ação Cultural (IDAC), 1982.


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ESCOLA MUNICIPAL GOMES DA SILVA

EDUCAÇÃO INFANTIL - 5 ANOSPROFESSORA: ALEXANDRA MACHADO NUNES

FRUTAL - MG

ROTINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Na chegada as crianças vão para o pátio e em fila, cantam músicas, (2ª feira) o hino nacional e nos demais dias, músicas infantis, depois fazem uma oração antes de subir para a sala de aula.
No começo da aula a professora canta com eles uma música de "Boa Tarde Professora" e depois fazem a leitura do alfabeto e leitura de cartazes. A seguir corrige-se as tarefas do dia anterior e carimba os trabalhos feitos. Feito isso, aplica-se a tarefa do dia, colando no caderno, e verifica-se as agendas, a fim de ver se tem algum recado dos pais. Começa então o aprendizado do dia, explicando no quadro e oralmente a matéria, os alunos copia o cabeçalho, exposto no quadro. Quando se inicia uma nova letra do alfabeto, descem todos para o pátio, aonde a  escreve no chão e realiza atividades de leitura sobre a nova aprendizagem.
Chega finalmente a hora da recreação, os alunos acompanhados da professora, descem para o pátio, eles tem 20 minutos para lanchar e brincar. Na volta para a sala de aula, tem um minuto de silêncio, para relaxamento e continuação da aprendizagem do dia, variando também com atividades de peças de montar educativas, bingos de letras ou números e demais brinquedos pedagógicos.
A educação física é feita uma vez por semana.
No final da aula, as crianças são encaminhadas para a saída com a presença da professora e a retirada pelos pais ou responsáveis legais.




http://ead.uemg.br/mod/resource/view.php?id=3842
  

sábado, 3 de maio de 2014



 EDUCAÇÃO E MUDANÇA

O Compromisso do Profissional com a Sociedade: Em primeiro lugar, a expressão “o compromisso do profissional com a sociedade” nos apresenta o conceito do compromisso definido como complemento do profissional, ao qual segue o termo com a sociedade. O compromisso não seria uma palavra oca, uma abstração, se não envolvesse a decisão lúcida e profunda de quem o assume. Se não se deve no plano do concreto. A primeira condição para que um ser possa assumir um ato comprometido está em ser capaz de agir e refletir.
A Educação e o Processo de Mudança Social: Não é possível fazer uma reflexão sobre o que é a educação sem refletir sobre o próprio homem.
O cão e a árvore também são inacabados, mas o homem se sabe inacabado e por isso se educa. Não haveria educação se o homem fosse um ser acabado. O homem pergunta-se: quem sou? De onde venho? Onde posso estar? O homem pode refletir sobre si mesmo e colocar-se em um determinado momento, numa certa realidade; é um ser na busca constante de ser mais e, como pode fazer esta autorreflexão, pode descobrir-se como um ser inacabado, que esta em constante busca, Eis aqui a raiz da educação. O homem deve ser o sujeito de sua própria educação. Não pode ser o objeto dela. Por isso ninguém educa ninguém.
Sem dúvida, ninguém pode buscar na exclusividade, individualmente. Esta busca solitária poderia traduzir-se em um ter mais, que é uma forma de ser menos. Esta busca deve ser feita com outros seres que também procuram ser mais e em comunhão com outras “consciências”, caso contrário se faria de umas consciências, objetos de outras. Seriam coisificar as consciências.
Conceito de Sociedade em transição: Uma determinada época histórica é constituída por determinados valores, com formas de ser ou de comportar-se que buscam plenitude. Enquanto estas concepções se envolvem ou são envolvidas pelos homens, que procura a plenitude, a sociedade está em constante mudança. Se os fatores rompem o equilíbrio, os valores começam a decair; esgotam-se, não correspondem aos novos anseios da sociedade. Mas como esta não morre, os novos valores começam a buscar a plenitude. A este período, chamamos transição. Toda transição é mudança, mas não vice-versa (atualmente estamos numa época de transição).
Características de Uma Sociedade Fechada: A sociedade fechada latino-americana foi uma sociedade colonial. Em algumas formas básicas de seu comportamento observamos que, geralmente, o ponto de decisão econômica desta sociedade está fora dela. Isto significa a que este ponto está dentro de outra sociedade. Esta outra é a sociedade matriz: Espanha ou Portugal em nossa realidade latino americana. Esta sociedade matriz é a que tem opções; em troca, as demais sociedades somente recebem ordens. Assim é possível falar de “sociedade sujeito” e de “sociedade-objeto”. Esta última opera necessariamente como um satélite comandado pelo seu ponto de decisão: é uma sociedade periférica e não reflexiva.
A sociedade fechada se caracteriza pela conservação do status ou privilégio e por desenvolver todo um sistema educacional para manter este status. Estas sociedades não são tecnológicas, são servis. Há uma dicotomia entre o trabalho manual e o intelectual.
Sociedade Alienada: Quando o ser humano pretende imitar a outrem, já não é ele mesmo. Assim também a imitação servil de outras culturas produz uma sociedade alienada ou sociedade-objeto. Quanto mais alguém quer ser outro, tanto menos ele é ele mesmo. A sociedade alienada não tem consciência de seu próprio exigir. Um profissional alienado é um ser inautêntico. Seu pensar não está comprometido consigo mesmo, não é responsável. O ser alienado não procura um mundo autêntico. Isto provoca uma nostalgia: deseja outro país e lamenta ter nascido no seu. Tem vergonha da sua realidade. Vive em outro país e trata de imitá-la e se crê culto quanto menos nativo é.
Uma Sociedade em Transição: A sociedade fechada, quando sofre pressão de determinados fatores externos, se espedaça, mas não se abre; uma sociedade está se abrindo quando começa o processo de desalienação com o surgimento de novos valores. Assim, por exemplo, a ideia da participação popular no poder. Nesta sociedade em transição se está numa posição progressista ou reacionária; não se pode estar com os braços cruzados. É preciso procurar uma nova escala de valores. O velho e o novo têm valor na medida em que são válidos. Ou se dirige a sociedade para ontem ou para o amanhã que se anuncia hoje. As atitudes reacionárias são as que não satisfazem o processo e os valores requeridos pela sociedade de hoje.
A Consciência Bancária na Educação: As sociedades latinas americanas começam a se inscrever neste processo de abertura, umas mais que outras, mas a educação ainda permanece vertical. O professor ainda é um ser superior que ensina a ignorantes. Isto forma uma consciência bancária. O educando recebe passivamente os conhecimentos, tornando-se um depósito do educador. Educa-se para arquivar o que se deposita.
A Consciência e Seus Estados: A consciência se reflete e vai para o mundo que conhece: é o processo de adaptação. A consciência é temporalizada. O homem é consciente e, na medida em que conhece, tende a se comprometer com a própria realidade.
Características da Consciência Ingênua: Revela certa simplicidade, tendente a um simplismo, na interpretação dos problemas, isto é, encara um desafio de maneira simplista ou com simplicidade. Não se aprofunda na casualidade do próprio fato. Suas conclusões são apressadas, superficiais. Há também uma tendência a considerar que o passado foi melhor. Por exemplo: os pais que se queixam da conduta de seus filhos, comparando-a ao que faziam quando jovens. Tende a aceitar formas gregárias ou massificadoras de comportamento. Esta tendência pode levar a uma consciência fanática. Subestima o homem simples. É impermeável à investigação. Satisfaz-se com as experiências. Toda concepção científica para ela é um jogo de palavras. Suas explicações são mágicas. É frágil na discussão dos problemas. Tem forte conteúdo passional. Apresenta fortes compreensões mágicas. Diz que a realidade é estática e não mutável.
Caraterística da Consciência Critica: Anseio de profundidade na análise de problemas. Reconhece que a realidade é mutável. Substitui situações ou explicações mágicas por princípios autênticos de causalidade. Procura verificar ou testar as descobertas. Está sempre disposta às revisões. Ao se deparar com um fato, faz o possível para livrar-se de preconceitos. Repele posições quietistas. Repele toda transferência de responsabilidade e de autoridade e aceita a delegação das mesmas. É indagadora, investiga, força, choca. Ama o diálogo, nutre-se dele. Face ao novo, não repele o velho por ser velho, nem aceita o novo por ser novo, mas aceita-os na medida em que são válidos.
O Papel do Trabalhador Social no Processo de Mudança: Não será possível – diga-se desde já – a discussão do tema contido na frase proposta se não se tiver dele uma compreensão comum, mesmo partindo de diferentes pontos de vista. Esta não será, contudo, a mesma conclusão à qual chegaremos quando analisarmos não mais a própria frase, mas o quefazer do trabalhador social. Ao fazê-lo descobriremos um equívoco na frase proposta, pois o papel do trabalhador social não se dá no processo de mudança em si, mas num domínio mais amplo. Domínio do qual a mudança é uma das dimensões. Efetivamente, a mudança e a estabilidade, o dinamismo e o estático, constituem a estrutura social. Não há nenhuma estrutura que seja exclusivamente estática, como não há uma absolutamente dinâmica. A estrutura social não poderia ser somente mutável, porque, se não houvesse o oposto da mudança, sequer a conheceríamos. Em troca, não poderia ser também só estática, pois se assim fosse já não seria humana, histórica, e, ao não ser histórica, não seria estrutura social. Mudança e estabilidade resultam ambas da ação, do trabalho que o homem exerce sobre o mundo. Como um ser de práxis, o homem, ao responder aos desafios que partem do mundo, cria seu mundo: o mundo histórico-cultural. O mundo de acontecimentos, de valores, de ideias, de instituições. Mundo da linguagem, dos sinais, dos significados, dos símbolos. Mundo da opinião e mundo do saber. Mundo da ciência, da religião, das artes, mundo das relações de produção. Mundo finalmente humano.
Alfabetização de Adultos e Conscientização: Nenhuma ação educativa pode prescindir de uma reflexão sobre o homem e de uma análise sobre suas condições culturais. Não há educação fora das sociedades humanas e não há homens isolados. O homem é um ser de raízes espaço-temporais. De forma que ele é, na expressão feliz de Marcel, um ser “situado e temporalizado”. A instrumentação da educação – algo mais que a simples preparação de quadros técnicos para responder às necessidades de desenvolvimento de uma área – depende da harmonia que se consiga entre a vocação ontológica deste “ser situado e temporalizado” e as condições especiais desta temporalidade e desta situacionalidade.

"Texto de Paulo Freire na Disciplina de Filosofia" Atividade Brasil.

LUCIANA DE PAULA FERREIRA.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Arte em Pichação, um modo de expressar pensamentos, reivindicações e ideias, se usadas como arte além de conseguir a intenção que foi feita ainda decora nossas cidades!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Zeca Baleiro
Filosofia
Composição: Noel Rosa

O mundo me condena
E ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber
Se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome.

Mas a filosofia
Hoje me auxilia
A viver indiferente assim.
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Para ninguém zombar de mim.

Não me interessa
Que você me diga
Que a sociedade
É minha inimiga.
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba
Muito embora vagabundo.

Quanto a você
Da aristocracia
Que tem dinheiro
Mas não compra alegria
Há de viver eternamente
Sendo escrava desta gente
Que cultiva hipocrisia.

”A música fala das diferenças sociais que nos rodeiam, da hipocrisia de uma sociedade que distingui o ser humano pela sua aparência e não pelo seu caráter e usa a filosofia como como tática para a interpretação .”

terça-feira, 18 de março de 2014

Estudei em duas dessas escolas, o grupo escolar gomes da silva , e a escola estadual maestro josino de oliveira, aonde estou nesta foto rs e também a fanfarra na qual minha irmã participou muito tempo, me trás também muitas lembranças a imagem do prédio do ispa, aonde nos finais de semana fui muitas vezes com meu pai em diversas festas e festivais do sorvete, que saudade, os desfiles de sete de setembro eram dias de festa e muita alegria, aonde ainda havia uma pureza nas pessoas e uma simplicidade enorme no modo em que a vida era vivida!









sexta-feira, 14 de março de 2014

RECEITINHA FÁCIL PARA O FINAL DE SEMANA

Rocambole de massa de pastel

Ingredientes:
1 rolo grande de massa para pastel
300 g de mussarela fatiada
300 g de presunto fatiado
Salada feita com tomate, cebola, cheiro verde, orégano (TIPO VINAGRETE)
4 colheres de requeijão.
2 colheres de molho pronto
Maionese para pincelar o rocambole
Modo de preparo:
Abra a massa , passar maionese, depois forre com a mussarela e por cima o presunto e por cima a saladinha temperada a gosto.
Divida a massa em dois. e enrole os rocamboles, desprezando o plastico. pincele com maionese
Unte uma forma com azeite, coloque os rocamboles regue com o azeite e leve ao forno convencional por 35 minutos.

Opcional O recheio pode ser substituído por frango, atum, calabresa desde que não deixe de ser colocado a mussarela
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